sexta-feira, 5 de março de 2010

Getem...

continuo viva. Como muitos de vocês sabem (ou não) a razão principal para eu ter vindo para a Austrália foi beber em regime de treinamento para a October Fest e pegar o maior número de pessoas possível, tipo world record, 48 pessoas por dia em 4 meses... BRINKS. Então, a principal razão foi eu fazer o preparatório/prova de Inglês Avançado da Universidade de Cambridge (vulgo CAE)... e daí que esses dias eu venho estudando, e nesse meio termo, não vou negar, tive uns bons momentos de aventura, paquera e azaração; mas num geral eu estudei mesmo e fiquei deprimida no meu quarto me sentindo carente e solitária, e depois quase morrendo de vontade comer pão de queijo e de precupação com a Lorena brincando de "ela balança mais não pára" no Chile. Anyways, não estava no mood de postar aqui. Contudo, porém, todavia, entretanto, não obstante, agora eu deveria estar estudando a parte escrita da prova visto que essa se dará amanhã, e como eu sou expert em não fazer as coisas sob pressão aqui estou eu postando no blog em momento inapropriado, para o deleite de vocês, que, surpreendentemente, me pediram mais dessas doses cavalares de baboseiras que eu escrevo aqui (trabalhar que é bom ninguém quer né?).

Mas aí é isso, amanhã tiro o fardo grande das costas e tenho duas semanas de sagacidade pela frente, espero viver muitas galhofas e ter um minímo tempinho de escrever aqui.

No mais os vejo lá pro dia 20 de março, ou antes, tou pensando seriamente em voltar fds que vem.

Um beijo na boca de quem tá indo pra UnB semana que vem enquanto eu tou curtindo PRAIA. Muááá

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Gente...

... to viva tá?
Mãe, eu não morri. Parei de dar notícias pelo simples e antigo motivo: não tenho dinheiro pra ligar pra casa.

Pai, o Banco do Brasil tá comendo meu c* com farofa, eles tão cobrando um juros aí que eu não sei de onde vêm no cartão de crédito, mas, Pai, eu nem usei o cartão de crédito... tou no vermelho há quase 3 meses e não sabia.

Tou com preguiça mortal de escrever.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tô de volta

Então é isso minha cara e apreciada meia dúzia de amigos-leitores deste blog diário, após esses dias sem notícias estou eu aqui para informar que continua viva, não tão saudável e bela, mas viva. Acontece que semana passada foram tantos fatos inéditos ocorridos que quando eu sentava pra escrever simplesmente ficava com preguiça do meu habitual prolixismo (na boa, tem posts que nem eu leria de tão grandes) e da necessidade de detalhar que simplesmente fui deixando passar. Mas hoje um dia de tédio e nada especial me levou à nobre conclusão que eu não deveria deixar esses últimos dias no ostracismo, dado que, tendo minha memória de peixinho dourado, quando/se eu voltasse pra casa e alguém me perguntasse se eu vivi algo excitante eu provavelmente falaria que não... e bem, no fim das contas, daqui a 137 anos (otimismo é o valor do momento) quando eu tiver netos e posso mostrar essa coisa fascinante e antiquada que é o diário do século 21. Posteridade, sacou?

Vamos aos fatos:

Fato #1 - As circunstâncias
Sábado passado, como o último post bêbado e retardado pode atestar, eu fui morar com a Pri, o Patrick (swiss german), o Daniel (argentinian), o Anis (french) e os hostparents mais avarentos da face da Terra. Esses amiguinhos significaram festa garantida a semana inteira. Os hostparents toda uma reavaliação dos meus conceitos de vida e como eu avaliava pouco a capacidade das pessoas amarem o dinheiro.

Fato #2 - O poker
Segunda-feira, empolgada com minha recém recuperada capacidade de me embebedar, aceitei o convite de ir à um poker/bebidas no flat dos Húngaros (Erwin e Bóri). Eu e mais 6 pessoas dividimos a grana pra comprar um galão de 5 litros de chop Heineken. Chegamos, abrimos o chop e concluo que 5 litros pra 7 pessoas significa NADA e sinto um pontada de tristeza no meu coração. Mas eis que começa o poker e, bem, todos pareceram absortos no jogo e é quando eu ponho em prática a matemática básica primária: "Bem, gastei 5 dólares pra entrar nesse jogo, paguei 6 dólares pela minha parte no chopp. O chopp tá esquentando e caído no esquecimento, esse jogo vai demorar a acabar. Um caneco de chopp nos pubs custa de 5 a 6 dólares. Ou seja, gastei aproximadamente o valor de 2 canecos de chop (canecos de chopp = minha nova taxa cambial ). Mas se os meninos tão tão absortos no jogo e o chopp esquentando..."
     -Bella, your turn. Check or rise?
     -All in.
     -WhaTheF*?!
     -All in.
     -But we didn't turn the flop yet.
     -All in.
     -She is bluffing...
Perdi. Ou melhor, ganhei. Bebi, na mais modesta avaliação, pelo menos, 3 litros de chopp heineken. Ou seja, em preto e branco:

gasto = 5 (entrada no poker) + 6 (parte na cerveja) = 11 dólares
em termos de volume = 3 000ml / (360 ml = capacidade aproximada do caneco ) = 8,333 canecos de chopp, mas como eu sou brasileira e generosa, além do fato verídico que tomei mais de 3 litros, façamos como eu gostaria que todos professor da UnB fizesse ao calcular as meções e arredondemos pra cima -> 9 canecos
lucro = (9 canecos * $5,5) - $11 = $38,5

na real, MELHOR INVESTIMENTO DA MINHA VIDA. E ainda tem o fato de que o Patrick ganhou o jogo e pagou táxi pra gente voltar pra casa, então pela primeira vez desde que eu cheguei em Sydney eu realmente me dei bem.

Fato #3 - a festa da escola

A verdade é que essa facul é cheia de gente bonita e deshcolada, e que a própria facul organiza eventos sociais tipo baladis pros alunos se divertirem. Então que ia rolar essa feshtenha, que eu não tava levando muita fé dado que todas as minhas experiências com festinhas organizadas pela escola no Brasil fora, no mínimo desapontantes, uma mistura de brigadeiro de latinha ao xom de xu-xu-xu-xá-xá-xá quando eu tinha sei lá, menos de uma década de existência, e isso ( Freud explica ) ficou no tatuado no meu conceito de festa escolar. Mas como eu não tinha nada a perder e era de graça, inclusive o transporte de ida, vamo que vamo bater a peruca.

Escolho um modelito ahasante, arrumo o cabelo, passo a maquiagem, confiro se tou fazendo o requisito, olho no espelho e penso "MAS Ô MULHER LINDA", e olho pros meus pés quando lembro que esqueci todos os meus sapatos na minha antiga casa e tudo que eu tinha era um par de havaianas e essas sandálias meio reggae-power-chegou-canoa que tavam na modinha brasileira... mas então eu pensei que nada pode ser completamente perfeito e decidi que meus sapatos seriam o ponto FRACO da noite... nem preciso dizer LEDO ENGANO né? Porque eu já tinha gastado minha sorte no dia anterior então é claro que a naitchy promete altas emoções.

Fato crucial para a desgraça de tudo: eu ter decidido não levar bolsa e, por estar usando veshtideeenho, não ter lugar para guardar coisas como dinheiro/chave de casa/ documentos, e ter decidido pedir ao Patrick guardar as coisas pra mim, já que, supostamente, voltaríamos todos que moramos juntos dividindo um táxi.

Então chegamos no ponto de encontro pra pegar o ônibus que a escola contratou pra levar a galeris. SUCESSO, ônibus já em clima de party all the time, jogo de luz, música poste pra pole dance, todo trabalhado no brega que eu nunca neguei trazer alegria pras minhas noites e concluo que a festa promete. É quando um promoter da festa entra no ônibus e distribui umas pulserinhas dizendo que a gente teria bebidas liberadas... PÀRAAAA TUDO BRASILLLLL, quem bem me conhece sabe que Isabella Pinheiro Tavares e gente liberando geral nas bebidas pra ela nunca prestou, mas meu sorriso foi de orelha  a orelha respaldando minhas expectativas.

Festa mára, gente mára, bebidas mára, música mára. Requebrei como nunca ao som de single ladys e fiquei bêbada o suficiente para flertar com o DJ até convencê-lo que house music era o fim e que música brasileira era a nova tendência e ele dizer que ia colocar um setlist todinho de música basileira só pra mim. Quando de repente pára o house e começa uma salsa alucinante, tipos, e a minha preguiça de ir lá explicar toda a dinâmica da música que salsa é latina mas não é brasileira, resolvi me jogar e dançar a melhor salsa da minha vida. O lugar tava tão cheio de gente dançando que nem no auge da lotação do galleria eu suei tanto como nesse dia, mas tava bebendo de graça, me divertindo horrores e tudo é feeeeesta.

Mas toda festa tem seu fim, e é tal que chega o fim desta. Então eu e a Pri vamos em busca do Patrick, não acho. Penso que posso ligar, mas, bem, não sei o número dele e muito menos tou com meu celular, a Pri tampouco. Achamos alguns amigos dele e pedimos pra eles ligarem mas Patrick simplesmente não atende o telefone. Então, balanço geral: sem lenço nem documento, sem dinheiro, sem energia, do outro lado da cidade precisando voltar pra casa e dormir pelo menos 2 horas e ir pra aula.

Como eu e a Pri fizemos pra sair dessa confusão? Bem, graças que temos amigos, então mendigamos os $7 da passagem de ônibus até Bondi Junction (uns 35 min a pé da nossa casa) e conseguimos pegar o ônibus da madrugada. Chegando à Bondi Junction surge a óbvia questão: como entraremos em casa? Não tinha alternativa, só pulando o portão. Caminhamos então até chegar em casa e é quando as coisasdeixam de beirar o ridículo e ultrapassam qualquer linha de dignidade que um ser humano pode manter.

De frente pro portão de casa, duas meninhas, bêbadas, em seus vestidinhos de festa querendo entrar em casa. Tento primeiro, fico descalça que com minha sandália natiruts-reggae-power-chegou minhas chances eram menos que nulas, pé esquerdo nesse vão, pé direito naquelo outro, mãozinhas firmes, um impulso, Pricila começa a rir e eu também, logo não consegui subir 30 cm acima do chão. Vez dela tentar, descalça, não fez nada muito diferente que eu visto que os ferrinhos do portão machucavam nossos pés. Então ponderamos e inferimos que talvez com o sapatinho dela seja mais fácil alcançar a proeza pretendida. Fato, ela conseguiu passar, agora minha vez... acontece que diferente dela eu não tenho mais de 1,70m de altura o que nesse caso faria toda a diferença quando se chega lá no topo do portão e você fica assim, perdida, sem saber como pular, onde por os pés, que você tá pendurada há alguns metros do chão, de vestido, na madrugada, no frio... mas aí eu pulo, dói um pouco, mas who cares, tou dentro. Questão 2, como entrar em casa? Decidimos então tentar a porta, mas lógico que não estava destrancada. Nesse caso só restava testar as janelas... eis que a janela do cretino do Patrick estava destrancada e então entramos por ela, na maior das cautelas para duas pessoas completamente bêbadas, visto que o Patrick é uma bee louca e escandalosa que, se acordasse, ia fazer um auê de acordar a casa inteira que culminaria na nossa expulsão visto que os nossos hostparents iriam morrer com o fato da possibilidade de termos estragado alguma parte da casa. Mas aí que eu me mudei pra casa há 3 dias apenas e não conhecia nada, e na escuridão, dentro do quarto do Patrick, não sabia onde ficava nada, fiquei perdida... nisso a Pri já tava quase no porão quando eu comecei a chorar baixinho pedindo pra ela voltar e me buscar, ela volta, dá  a mãozinha, e vou dando meus cuidados passinhos, mas falha total, tropeço na cama do Patrick e caio na cama... sorte que esse menino tava mais bêbado que a gente e podia desabar o teto na cabeça dele que ele num ia acordar. Então, SUCESSOOOOOOOO, chegamos vivas, relativamente integras, com um mínimo de dignidade e poderíamos tomar um banho, dormir e fingir saúde no outro dia.

Aí que aconteceu um acampamento de sexta a domingo que eu conto depois porque eu tenho certeza que esse post já tá gigantesco e eu tou com preguiça.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vitória

Mudei de casa, tou numa mini kitnet com a Pri agora, por uma semana... sexta que vem nós vamos acampar com a Hungria, Holanda e Itália...

Mas quando eu digo vitória eu digo que nós resolvemos comemorar que estamos no mesmo local agora e compramos umas cervejas na Bottle Shop, e................... TOU BÊBADAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Gente, eu não tou doente  nem preciso procurar o AA australiano, as bebidas dos pubs que são aditivadas com antientorpecentes e  preços altos.

Eu tou bem, posso ficar bêbada, hoje é o sábado mais feliz desde que eu chegay aqui.

Tou amando todo mundo agora, poderia abraçar e beijar todos vocês, pena que não é possível... hahaha!

*;

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coyote Tuesday - Relato Pormenorizado

Essa noite foi tão incrivelmente surpreendente que merece até essa rima pobre que eu acabei de criar. Não, sério, fiquei chocada, mas tão chocada que hesiteiquase 3 dias pra escrever esse post porque acho que não conseguirei passar minhas impressões.

Bem, o nome do lugar é The Gaff, pub/nightclub conhecido por abrigar a internacionalidade representada por backpackers, e as informações sobre o que acontece no local que eu tinha previamente vieram basicamente da Pri que foi lá semana passada. E eu não fui lá semana passada porque, sei lá, devia tá com insolação ou algo do tipo. Mas então  o que ela me contou mais ou menos nas palavras dela: "BEEEEEEELLAAAAA,  então, lugar lotaaaaaaado, toca aquelas músicas de balada gay que você gosta, e, Bella, tem um concurso, 'Wet T-Shirt contest', que, Bella.... Primeiro que ficam umas dançarinas dançando esquisito em cima do palco, na boa que eu poderia fazer isso e faria muito melhor,porque eu sou muito mais gata, pela grana que elas ganham. Mas sobre o concurso, o apresentador chama lá as meninas que se inscreveram pra subir no palco, e todas sobem, coincidentemente, já só usando sutiãs pretos, aí ele convida uns caras da platéia pra molharem elas e os caras sobem lá com as jarras d'água e molham. E aí o apresentador fica atiçando elas pra elas tirarem os sutiãs e coisa e tal até que algumas saem do palco outras tiram o sutiã, e assim, só tinha uma loira que dava pro gasto lá, que no final acabou ganhando... mas aí fulaninho ficou com fulaninho..." e bla´blá blá... era isso que eu sabia do lugar, mas sabe, não fiquei no pique e no ânimo de ir.

Então, terça-feira à tarde, estou eu calmamente jogando gamão com meus velhinhos na sala, aproveitando a ausência do suíço pra fazer meu filme, quando chega o suíço e pergunta se eu ia ao Gaff à noite... eu disse que provavelmente não e perguntei se ele ia, e ele disse no seu irritante-educado-inglês-comSotaqueGermânico "I'm seriously considering the possibility" (BOOORING), e foi o momento que o diabinho soprou no meu ouvido a oporutinadade perfeita de manchar a reputação dele aqui em casa e falei "noooooossa, mas eu ouvi dizer que nesse lugar acontecem umas coisas loucas, que dá um povo super sem valores, que as meninas dançam seminuas em cima do palco..." nisso os velhinhos arregalaram os olhos em reprovação pra ele, hehe, mas aí no final do jantar o David (velhinho pai) veio me perguntar em que tipo de transe eu estava naquela manhã que eu esqueci a geléia  fora da geladeira, a cadeira fora do lugar e a torradeira sem guardar, e eu fiquei sem resposta (ponto pro Pascal), porque, sinceramente, realmente havia um branco na minha cabeça, e daí eu fiquei pensando tentando reconstruir meus passos naquela manhã e ver aonde eu fui tão mongolóide a ponto de enfraquecer minha batalha secreta com o Pascal (suíço engomadinho enjoado) e lembrei que ele tomou café depois de mim, HAHA, mas é lógico que é muito mais fácil culpar a sulamericana bronzeada que o bom garoto loiro europeu... sério, quando eu começar a colar suásticas na porta do quarto dele eu só quero é ver (os velhinhos são judeus) do lado de quem que o David e a Shirley vão ficar. Aí eu perguntei "Ué, Pascal, mas você não foi o último a tomar café hoje????" HAHA, e aí veio uma série de I'm sorry's (Pascal -1 x Isabella 0), mas é mais fácil sempre culpar os mais fracos né? Nessa hora eu decidi que eu ia sair pra porcaria do The Gaff com o suíço e juntar material contra ele pra poder despejar no jantar.

E foi assim que se deu o desenvolvimento do meu planinho maligno. À essa altura do campeonato faltavam tipo 10 minutos pro nosso ônibus passar, então saímos correndo pra nos arrumar e eu fiquei pronta em (palmas pra mim) 3 minutos, o que me deu tempo suficiente de sentar na sala e ficar fazendo brincadeirinhas com o David chamando o Pascal de cinderella, de mocinha, de pricesinha que fica se arrumando (Pascal -2 x Isabella 1).

Tá, aí pegamos o ônibus e fomos a um pub antes encontrar o resto do pessoal. Chegando lá só suíços-germânicos falando alemão o tempo inteiro (Pascal -1x Isabella 0). Foi aí que eu pensei "vai dar merda", eu não vou ter nem com quem conversar vou chegar e me entregar às birita. Mas aíiiiíííí, meu caros, eles não sabiam que ônibus pegar, nem como chegar ao The Gaff e recorreram à quem? à malandrinha brasileira aqui, que tem boca e vai à Roma, ao The Gaff... (Suíços 0 x Isabella 1 x Pascal -2).
Chegamos ao The Gaff, e, de fato, estava apinhaaaado de gente. Já logo que entramos tinha uma moça em poucos trajes recrutando meninas pra participar do concurso da camiseta molhada e eu e minhas "amigas" suíças recusamos em bom e recatado tom. E isso foi quando eu tomei meu primeiro caneco de chopp da noite. Aí ficamos lá de boa, alemão pra cá, alemão pra lá, outro chopp. Alemão vai, alemão vem, outro chopp, depois outro, e outro. Aí foi quando eu fiquei mais sociável e mandei eles pararem de falta de educação e começarem a falar inglês pq não tinha condições que eu já tava quase sabendo mais alemão que inglês no passo que iam as coisas, ok, eles pararam. Outro chopp. Inglês vai, inglês vem, 3 chopps. Nessa altura do campeonato já me sentia quase amiga deles (Suíços 0 x Isabella 0 x Pascal -1), e resolvemos partir pra pista de dança. E realmente, música de bee, toca Bad Romance e eu começo a fazer minha coreografia, nisso alguns dos suíços se dispersam e outros continuam, e desses que continuam eu arrasei com a Cindy e a Yhna porque quando tocou Billie Jean nós piramos e alucinamos na pista. Aí me dei conta que eu tava SÓBRIA, tipo, com a cerveja brasileira isso é praticamente impossível de se ocorrer, e foi quando eu dei início à estratégia do alterna. Alterna um chopp com um copo de vodka. Alterna um gim-tônica com vodka cramberry. Neste momento da noite eu já tava MMA de todo mundo, até do Pascal (então vamos zerar os placares Suíços 0 x Isabella 0 x Pascal 0).

Eis então que, tandandandan, começa o Wet T-shirt contest, valendo 200 dólares pra menina mais aplaudida. Mas isso é quando o relato da Pri começa a se desvirtuar. Primeiro que não sobem todas as concorrentes juntas, de cara foi só uma menina, usando calcinha e uma camisa branca , por si só bastante transparente, amarrada nos peitos estilo cow-girl, saca? E pan DJ som na caixa, sobe o cara e joga água nos peitos dela, e pan menina doidona dançando loucamente no palco, e pan apresentador atiçando, e pan menina tira a blusa, e pan peitão balançando... Ela sai do palco, segunda candidata, mas opa, não é só uma candidata, saõ duas que querem dividir o prêmio... e pan som na caixa, e água, e aí as duas começam a dançar juntas tipos seduzindo os caras que tem tara por duas garotas e dá-lhe água nelas, e... NEXT, de novo sobem duas meninas, duas inglesas, aparentemente bem mais bêbadas que o resto das concorrentes e o apresentador começa numa história de que quer ver ação nesse palco que as candidatas tão muito fracas, aí o DJ põe, sugestivamente, I Kissed a girl da Kate Perry pra tocar, e dá-lhe água nessas meninas, elas já muito loucas tiram as camisas e jogam pra galera e ficam pulando e balançando os peitos, e quando chega no refrão, advinhem? Pegaçããão, homens vão à loucura. Nisso o Pascal do meu lado filmando tudo, e, só pra constar, ele tem uma noiva. Depois de tal fato as coisas não mudaram muito e eu fiquei sem paciência pra ficar lá sem música vendo isso e decidi ir embora, o Pascal e a Yhna foram comigo.

Balanço geral:
-amigos: uns 10, todos suíços germânicos
-bebidas: perdi as contas, e depois me dei conta que tinha bebido tipo, apesar de ter ganhado alguns drinks de graça, todos os meus almoços daqui pro final do mês e nem bêbada eu fiquei, o que me leva à duas alternativas lógicas: eu ter desenvolvido algum tipo de resistência ao álcool ou simplesmente todas as bebidas alcólicas australianas serem muito fracas, o que eu, de coração, espero que seja o caso.
-minha relação com o Pascal: agora estamos no seguinte passo, ele é tipo meu irmão mais velho, saca? Você gosta, vocês se divertem juntos, mas na frente dos seus pais (no nosso caso, David e Shirley) ele é simplesmente um saco de perfeitinho.
-manhã seguinte: ressaca estratosférica que durou quase dois dias, o que é muitíssimo revoltante dado que não desfrutei da alegria alugada que a bebida deveria proporcionar.

Acho que é isso. Acho também que os amigues do Brasil iriam curtir demais essa balada. Acho também uma puta hipocrisia nego ficar falando de brasileiro quando as européias que fizeram as maiores loucuras exibicionistas ontem, mar de boa, de boa...

ps.: sobre meu status de homeless, continuarei na casa dos meus velhinhos até o final do curso com meu queridinho irmão mais velho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Coyote Tuesday

Hoje me rendi a máxima se você não pode contra eles junte-se a eles e me uni aos suíços germânicos da minha classe (o que inclui meu house mate), no meu caso não é que eu não podia contra eles, é mais preguiça de confronto mesmo.
Mas então, o que ocorre é que acabamos de chegar da balada e TOU CHOCADA. Por eqto só vou escrever isso aqui porque tem muito pouco sangue no meu álcool e eu ainda tenho de tomar banho e fazer dever de casa.
Mas amanhã faço um relato detalhado com direito a vídeos e fotos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um breve pé no Brasil

Então eu acordo às 5h15 da manhã com minha habitual insônia, rolo na cama por alguns minutos pensando que hoje eu devo lavar as roupas visto que o sol já tá enchendo meu quarto de calor à essa hora da madrugada.
Aproveito o embalo da disposição que bateu e vou fazer meu café da manhã para poder desfrutá-lo na santa paz de Deus enquanto todo mundo em casa ainda tá dormindo e eu posso fazer, sem censuras, uma lambança com a geléia, queimar a torrada e derramar o leite. Tomo meu café olhando os papagaios da rua que aqui têm um piado que mais parece berro de bode. Termino, lavo minha louça, seco, guardo... volto pro quarto ainda com uma preguiça de ir lavar a roupa e decido entra no PC pra ver o que acontece no Brasil, e acho o RafaMasterManéGremista online no gtalk, e entre planos para o marketing da CJR esse ano (VAI BOMBAAAR), declaro minhas saudades e eis que segue a conversa:

eu: =D
vc viu o scrap que te mandei no orkut?
Rafael: no
xo ver
to co saudades guria
serio
nao tenho niguem paara conversar quando ¨%*$%* (parte censurada para evitar conflitos)
nem pra planejar as ferias
que cursos fazer =(

eu: nhôooooooooo
podemos planejar agora
minha meta esse semestre é pegar no máximo 20 créditos
quer fazer álgebra?
Rafael: vamos sim
me disseram que é pre-requisito para tradutor
eu: quiiiiiiii
te disseram e vc ainda não conferiu se é?
terceira pessoa do plural  aplicada ao futuro incerto sempre foi uma coisa que muito me tirou do sério
Rafael: =( não me disseeeram
isabella
eu tenho que ir agora
vou no cinema com a namorada
hehehe
um beeeijo
eu: beijo!
mas como não te disseram?
vc inventou isso?
não tou entendendo
Rafael: naaao
eu: ai Rafael
Rafael: me disseram que é pre-requisito
eu: então te disseram
Rafael: nao me disseram que terceira pessoa do plural  aplicada ao futuro incerto sempre foi uma coisa que muito me tirou do sério
eu: doido
Rafael: chata
eu: chato é você
Rafael: nao sou nao =P

eu sou legal
uma vez a minha mãe disse que eu era


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 ¬¬
Eu mereço? Eu mereço sentir saudades dum trem desses? Ah nemmmmmm, Brasil, ah nemmmmmm.