quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Happy New Year Negadaaaaa




O ano novo aqui foi absolutamente lindo. O dia começou cedo, chuvoso e frio, às 5h30 da manhã que foi quando eu acordei pra falar com a Pada (saudadinhas *.*). Falamos, preparei meu super e inédito café da manhã: leite, torrada e geléia de raspberry. Tomei meu último banho (em ducha, porque de chuva tomei vários ao longo do dia) do ano, passei 1 litro de protetor solar com hidratante para prevenir/recuperar sunburns, arrumei minha mochilinha de picnic europeu com toalha, nap pillow, livro e roupa pra virada, e fui disputar um pedaço de terra na ópera house pra ver a queima de fogos. Isso 7h30 da manhã.

Na estação de trem encontrei com o Dávídê e com a Pri e tomamos o trem para o Circular Quay, até que, como estava chovendo, o pessoal chegou um pouco mais tarde então conseguimos um excelente lugar sem mais aventuras épicas. O resto da galera chegou mais tarde trazendo as comidas, bebidas, baralhos. E foi um dia bem agradável, tomamos chuva e vento na cara mas nos divertimos bastante, rimos, comemos, bebemos, dormimos. Durante o dia teve momento para bater aquela depressão com saudade de casa, mas que foi facilmente curada com a queima de fogos das 9 horas da noite, porque aqui tem duas, essa primeira mais light para as famílias e a hard core de 15 minutos à meia noite mesmo.

11h59 começa a contagem, todo mundo super excitado pois tivemos uma briguinha com uma guarda australiana que encrencou com nossos sparklings ( aqueles ferrinhos cheios de pólvora que acende e fica saindo faíscas, e todo mundo pulando besta e feliz que nem criança fazendo coreografia e comemorando o ano que estava pra acabar ), e vai 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1... todo mundo inerte, mostrando os dentes, numa alegria besta de ver tanta luz colorida aparecendo e pintando a cara de quem tava lá, perdidos sem saber pra onde olhar, se olhava pra Harbour Bridge, pra Ópera House, pros fogos que saiam do meio do oceano, pros que explodiam do topo dos edifícios, se se olhavam pra se abraçar.
E eu também hipnotizada, super feliz, com os olhos brilhando olhando a cara dos meus amigos mudar de cor de acordo com o que explodia no céu, um arco-íris, pensando com terna saudade que se eu pudesse tinha botado um Brasil inteiro na mala e trazido comigo pra compartilhar momento tão ímpar.

Terminados os fireworks começa o momento abraços: Camille, francesa, distribuindo seus Happy New Year chérriiii pra todos; Dávídê, italiano, auto-declarado apaixonado, abraçando e beijando quem passasse por ele; Junko, japonesa que não sabia abraçar, abraçando a todos e falando "Ô its really good" com seu engraçadíssimo sotaque; Pri e Camila, desejando tudo de bom e que eu deixe de ser louca (JAMAIS) e volte pra casa em 2010; Lipe com seu mineirenglish, Rooorrê e Ti não deixando os Happy New Years de serem desejados.

E foi uma noite muito alegre, com, claro, direito a perder o último ônibus e voltar caminhando 8 kilômetros pra casa =) Mas já tou vendo as coisas como um propósito maior de ter, em 2010, pernas de Ivete Sangalo. Aham.

Feliz Ano Novo, Brasil!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sol 10 X 0 Isabella




Julho de 2009:
Dá na telha da Isabella que ela quer ir pra Austrália tirar o Cambridge, curtir a praia, pegar aquele bronze, conhecer muita gente, alucinar.
30 de Dezembro de 2009:
Isabella acorda com os roncos de sua barriga, olha no relógio 8h30 da manhã e pensa: "Fuck, se eu tomar café agora, na hora do almoço eu vou tá com fome".

E é assim que vou vivendo, abaixo da linha da pobreza, lutando contra a subnutrição, me alimentando de sol, sal, água e amor.

Mãe, ontem eu lavei todas as minhas roupas e elas continuam da mesma cor. Agora já posso até casar manhêêêêÊ, sei cozinhar bem, sei passar, e até lavar roupa eu tou lavando. Mas foram os 30 minutos mais tensos da minha vida, temendo por alguma das minhas roupas desbotar e pintar todas as outras e eu passar o resto dos meus meses aqui usando rosa todo dia. Só que o que importa mesmo é que eu já dou uma bela duma dona de casa, além de cantar, dançar, tocar e representar...

Ok. Depois de lavar roupa e pendurar no varal, pego meu passe de ônibus (segunda coisa mais importante depois da minha cama), e vou pra praia de Manly encontrar a galera. Gastei meus últimos 12 dólares com a passagem do Ferry pra ver um lugar lotado, no qual eu tive de disputar um pedaço de terra com umas alemãs GIGANTESCAS pra poder tomar meu solzinho sossegada, que é de graça. Passo meu protetor solar fator 30 e penso "po.... mas já tou aqui há tanto tempo, já tou super bronzeada, não preciso mais de ficar usando esse protetor fator 30, amanhã usarei meu super-mega-ultra-power óleo bronzeador da Payot e reforçar o dourado pro ano novo". Aham.

Hoje acordo, lembro que sou pobre, aproveito cada pedaço do meu sanduíche de geléia de raspberry com queijo, e vou ao banco torcer pra grana ter entrado e eu poder voltar a almoçar, mas, nada, continuo na miséria. Só que tou pobre mas tou feliz, cabeça erguida, bora pra praia. Pego meu payot super bronzeante, me unto inteira, estico a canga no sol e deito, deito... Só que eu tenho aquele problema né galera, tou me encostando, tou dormindo, logooooooooooo, dormi... hahhaaha, acordei uma hora da tarde porque a Pri me ligou, porque se ela não me liga nem sei.... ou seja: sol 10 x Isabella 0. Ano Novo será comemorado em grande estilo com a nova cor sensação do verão australiano: vermelho lagosta.

E que ninguém, especialmente amanhã, invente de me dar abraços que a apelação vai ser mais forte que o usual.

Feliz Ano Novo, to com saudades de todo mundo!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dia amanhecendo eu e os garis




E eis que chega o momento da semana mais esperado pelos jovens no mundo inteiro. Tem gente que já havia calculado meticulosamente o que seria feito, outros, que nem eu, acabam aceitando por acaso um convite só pra não fazer nada.
Foi exatamente numa ressaca braba remanescente das festas natalinas, com a cara inchada de dormir num dia frio, tomando muito vento na sacada do Westfield, que aceitei ir ao Beach Road (que também é Beach Hotel, lembrar que o Reche me deve uma cerveja) no sábado à noite.
Volto pra casa, tomo banho, como a pizza mais apimentada da minha vida, tomo 50 litros de leite na esperança de recuperar alguma sensibilidade na boca, e realizo que já estou atrasada. Me arrumo em 3 minutos e meio, e sebo nas canelas pro ponto de ônibus (ai que saudade do meu carro), eu lindsay, les leve, e solta, tomando chuva mas na alegria.

Chego ao ponto de encontro, e pra variar, apesar de achar que estou atrasada, ainda sou a terceira a chegar. Enquanto esperamos o resto da galera, passa  um grupo de eslovacos por nós, carregando a mesma quantidade que seria possível levar num caminhão de Tooheys Extra Dry (cerveja saborosa que não deixa bêbado) e ficam lá na vã tentativa de nos levar para a festa deles. Até que chegam os marmanjos do nosso grupo, nós vamos prum lado e os eslovacos pro outro.

No caminho do Beach Road, em uma esquina, enquanto discutíamos para qual lado que era o negócio, um australiano com pinta de Syd Barret só que com o cabelo bem mais liso e maior, nos orientou eu deu cortesias de bebidas pra todas as hashas (AMO ser mulher), porque a banda dele ia tocar lá e etc..

Já lá no Beach Road, após apresentar my ID (porque todo mundo aqui acha que eu tenho 16 anos de idade), me entrego às bebidas sem pestanejar. Começa o show e... música maravilhosa, tocou tipo quase todas as minhas músicas preferidas, Come together dos Beatles, Breath do Pink Floy, Riders on The Storm do The Doors, tocou Led... enfim, eu daquele jeito, no meu mundo da música, viajando e muito satisfeita.

Começou assim minha noite, muito bem, mas aí depois de curtirmos o bo me velho Rock 'n Roll, alguém quis ir à um clube de tunts tun bater cabelo, eu disse que não ia e recebi vááários "deixa de ser miada" em n línguas e tive de ir, porque no caminho o Bruno achou 50 dólares e falou que ia pagar pra galera. Resumindo: tunts tun, ninguém aguentou muito e saímos. Vou eu esperançosa (NA CHUVA )pegar o último 380 da noite pra voltar pra casa, é quando o avisto do outro lado da avenida e saio, feito Forrest Gump, para alcançá-lo, alcanço-o, bato na lateral, grito plis plis plis inúmeras vezes, mas o  motorista não me espera (só pra constar: eu fiquei), quando olho pro outro lado o Dávidê e a Pri se mijando de rir da situação.
Perdido o último ônibus, todo mundo molhado e com frio, vamos em busca de um local para comer, mas isso aqui não é Brasília, não é São Paulo, que agente encontra pizza e sanduíche a qualquer momento da madrugada. Tombamos com um grupo de australianos playboys enjoados, e um deles dá um tapa na bunda da Camil que fica indignada e decide pegar um táxi e ir pra casa. Todos os outros sobreviventes da noite decidem que são pobres e latinos (até os europeus ) demais para qualquer outra coisa que não caminhar até suas casas. Eu vou com a Pri pra casa dela (que fica a 24 Km da minha, 12 de onde estávamos), exaustiva caminhada, chegamos lá na surdina que se o hostparents dela pegam ela entrando com convidados é confusão na certa. Eu dei logo aquela apagada, roupa molhada, pé frio hahaha...  Quando acordo meio zonza (6h15 da manhã) com as pisadas dos hostparents, grrrrrrrrr, aí demos um jeito deu sair me esquivando pelas sombras sem eles me verem. Tou na rua, cansada, ressaqueda, com sono, com fome, na chuva, de novo. Dia amanhecendo eu e os garis. Me dou conta que é domingo e que hoje tem poucos ônibus, vou conferir a timetable e vejo que meu ônibus só passa às 9h27 da manhã (CHORA ME LIGA, né?), aí decido tirar as últimas forças do meu útero e correr 5 km até onde eu tenho certeza que existe um ônibus às 7h17 da manhã, chego a tempo, pego o ônibus.

Já em casa... entro na ponta dos dedos, pra não acordar meu queridos velhinhos judeus, sinto a garganta apertar me indicando uma inflamação, arranco a roupa molhada, visto meu pijaminha, coloco minhas pantufas, preparo um Ovomaltine e vou para o único lugar da minha vida que nunca me desaponta: a cama. Coloco minha viseira e durmo 'compulsivamente' até hoje.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Nobody can blame me

if don`t come back....
Porque isso `e o que eu vejo todo dia da minha janela.

ALOKAAA



Mermããããooooo issaqui é bom demaiiiisss
Por mais que eu passe fome
Perca o bus e tenha de andar lots of miles to come back home
Faça provas quase todos os dias
Pelo menos...
comida é causa muito mais nobre que a matéria da próxima prova de TD
as caminhadas aqui tem menos poluição e um marzão no landscape
não me importo em fazer prova de línguas ;]

Well, well... amanhã levo o note pra school e posto fotos, porque tou no meu modem 3G pré-pago que me dá o direito de 1GB de dados por mês, so.... nada de uploads or downloads.



Ain't got a care in world, but got plenty of beer
Ain't got no money in my pocket, but I'm already here
And now, the dudes are lining up cause they hear we got swagger
But we kick em to the curb unless they look like Mick Jagger

I'm talking about everybody getting crunk, crunk

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Do you take sex for beer?

Ontem after class fomos aa city dar uma conferida nos monumentos (historicos, civis e transeuntes) e aproveitamos pra dar uma esticada num dos German Pubs mais tops de Syd.
Best beer ever!
Tou pensando seriamente, como a grana ta curta, iniciar um escambo de corpo por cerveja...
Mentira. Porque eu nem bebo, nem transo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Hippie, hippie, hooray!




A melhor parte disso tudo é poder ir à um pub seguido de praia depois da aula...

Foda só é mesmo que nos dias favoráveis ao surf, se você quiser apenas reforçar o bronzeado terá de aguentar ser chicoteada pelo vento e pela areia e descobrir que a areia pode chegar alugares inimagináveis =P.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chegay, me estabeleci, tou viva e ainda não fui presa

Primeiro dia: praia, muita praia, a praia é bem linda. Só como eu estava bem cansada da viagem acabei dormindo na areia, e descobri depois que aqui praticamente não há ozônio na atmosfera... resultado: segunda-feira foi um sunburn contest entre os novos alunos da ACE, mas creio que quem leva o prêmio são os suíços...
Ainda tou vivendo a loucura da troca de fuso-horário, a vida aqui é uma correria, mal dá tempo pra pensar, porque o tempo que eu teria livre pra fazer qualquer coisa geralmente me encosto em algum lugar e durmo, durmo, durmZzZzzzzzzz....

Tá tudo uma loucura, e o que mais me irrita, como em todas as viagens internacionais, são esses chuveiros com duas torneiras, uma pra água quente e outra pra fria. Lá vai a manézona brasileira aqui que só tem um ducha elétrica normal em casa tomar banho... ou fico com umas queimaduras de segundo grau ou morro congelada, porque nunca lembro deste detalhe...

A galera aqui é gente boa demais da conta, gente do mundo todo querendo curtir!

Tou meio passada porque não dormi ontem então nem sei o que que eu tou escrevendo mais e se as coisas fazem nexo ou não.

Mas é isso, beijo seus brazucas!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Bye bye Brasil - no aeroporto



Fico muito feliz com meus queridíssimos que foram lá de madrugada pra dar o último ciao do ano. Foi muito legal jogar conversa fora, tomar café, e discutir porque o Tuxo não foi aprovado no psicotécnico. hahaha

Mas acho palha jogar sujo e fazer chorar a coleguinha que está partindo. Só pra constar, mãe, entrei e fiquei chorando HORAS, mentira, foi só um pouquinho mas fiquei de bico um bom tempo. hahaha

ps.: Eu e a Pri aqui, horas de conexão, e um quiosque da Brahma... que pena...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

rachaBeeSquad


Agora vamos dormir de conchinha. Beijos!

As horas finais




Estou eu aqui em casa, após o trauma das malas: eu achando suficiente levar três camisetas brancas, três regatas, duas calças jeans, duas bermudas, um chapéu, meus óculos escuros, calcinhas e minha havaina...
Minha mãe vê isso, e, descrente do meu minimalismo e desapego, resolve transformar fazer as malas num ensaio épico de organização e como fazer caber mais em menos. Assim, o que era pra ser uma mochilinha virou duas malas gigantescas.
Eu só quero é ver quando eu falar que quem vai pagar o excesso de bagagem no aeroporto é ela e não eu e meu suado dinheirinho de bolsista.

E por falar em malas, eu lembro dos meus amigos (Brinks galera). É uma sensação de estou-esquecendo-tudo-que-deveria-levar que não passa... certeza que é porque eu vou tomar sol de um lado do pacífico e meus queridos do outro lado, e outros no Atlântico mesmo. Sério, gente, eu vou viver de saudades. Viver, porque se fosse pra morrer disso o desfalecimento começaria já.

Beijo mãe, beijo pai, beijo Brasil.



E chega o dia da partida.

Estou eu aqui, louca, sem malas prontas, sem check-lists, só com a coragem e a cabeça já nas mil e uma aventuras que vou passar esses tempos (se jogaaa newBeeTô);
minha mãe me chicoteando porque ninguém pode ser tão tranquilo assim;
meus irmãos chorando porque ficar 3 dias longe de mim é até bom mas dessa vez não serão dias, nem semanas, mas meses, alguns meses ;
eu pensando em todo mundo que eu quero abraçar forte antes de ir (cai geral aqui pra casa hoje, vamos dormir de conchinha?);
meu pai preocupado se eu vou conseguir pedir ao menos um copo d'água (paiê, você pagou ANOS de cursinho de inglês pra alguma coisa, tá?)...

Dentre milhares de outras aflições naturais, inerentes que só os inquietos possuem.

Mas esse blog é pra isso, pra eu despejar meu dia-a-dia longe daqui.

E é isso aí, virei hippie, chutei o balde, vou morar na praia, com muito sol, sal ( ouch, Lorena), areia, calor, surf, paz e amor.... foi mal, Brasília.